Vitoria Falabella & Stefano Panepinto PhotoWorks

Quem Somos?

Somos um casal de fotógrafos (ambos autodidatas) que procura negar, em seus registros, a definição clássica e ainda em voga de que a fotografia é a cópia fiel da realidade. Isso porque acreditamos que entre o factual e o perceptivo se abre um espaço de dimensões extraordinárias e é justamente neste espaço, sempre e inevitavelmente simbólico, atravessado por inúmeros silêncios, vazios, ambiguidades e equívocos, que se imprime a subjetividade de cada um. É neste espaço, pois, que inscrevemos nossas aspirações e anseios, nossas dúvidas e verdades, nossas alegrias e dissabores, nossas dores e nossos medos, nossas conquistas e frustrações, nossos fantasmas e nossos amores.

Realidade … ora, “o que é a realidade, se há sempre um sonho que nos invade”? Se quase sempre o factual nos escapa aos olhos? Realidade, para nós, é percepção, é vivência, é sentimento, é experimentação e ninguém percebe igual, vive igual, ninguém sente igual, experimenta igual – e é muito bom que seja assim! É fundamental que seja assim! A realidade (a nossa) não tem nenhum compromisso com regras ditadas por um mundo que nos antecede (será mesmo que há algo que nos antecede?), mas sim com aquele mundo que nos funda e no qual nós passamos de indivíduos a sujeitos protagonistas de nosso tempo, de nossa história. A nossa linguagem se tece como um jogo de claro-escuro, luz e sombra, pois diz respeito àquilo que somos e também àquilo que ainda não somos e que talvez nem viemos a ser um dia, trata daquilo que admiramos e refutamos em nós e também do muito que ainda nos compete conhecer acerca de nós próprios.

O que se vê aqui é parte do nosso exercício diário na construção de uma realidade possível, fruto de uma visão compartilhada, percebida, sentida e vivida conjuntamente; uma realidade que nasce do encontro entre duas visões que se respeitam e se complementam nas diferenças, que se acrescentam em diálogo contínuo, mas que também se estranham, se chocam ao mesmo tempo em que se tocam e se acariciam.

O que nos encanta, fascina? Ah, tanta coisa … mas sobretudo a beleza não-óbvia, aquela que transcende os limites impostos pela superficialidade das aparências e que insiste em enganar os olhos convidando-os a participar de um excitante jogo de esconde-esconde; encanta-nos também o banal, o vulgar, o nonsense, os despropósitos todos, a complexidade das coisas simples que se traduz na poesia da vida quotidiana.

É mais ou menos isso, mas também aquilo.
Nem preto, nem branco. Cinza.
Nem aqui, nem aí. Acolá.
Nem sol, nem lua; nem neve, nem chuva. Luz.
Nem eu, nem você. Nem você, nem ele(a). Nós.
Nem bom, nem mau. Humano.

Seja bem-vindo(a) à nossa realidade, ao nosso real-simbólico, à nossa mentira verdadeira.

Vitoria Falabella
hemisfério sul, outono de 2011

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